‘A sociedade está querendo uma eleição transparente’
Juiz Flávio Henrique Freitas vai estar no olho do furacão
O juiz Flávio Henrique Freitas tem pela frente um dos maiores desafios de sua carreira, presidir exclusivamente a eleição suplementar para a Prefeitura de Coari, município onde a Justiça Eleitoral cassou os mandatos do prefeito Rodrigo Alves, do vice-prefeito Leondino Menezes e de dois vereadores por abuso de poder político e econômico. Em entrevista à A CRÍTICA, o magistrado revelou que ao ser designado para Coari, recebeu muito mais recomendações em relação a sua segurança na cidade do que parabenizações dos colegas pela indicação. Com apenas dois anos de atuação na magistratura, ele garante que conduzirá a eleição com transparência e que a prova disso já pode ser atestada quando teve a iniciativa de liberar seu sigilo telefônico, bem como do cartório eleitoral da cidade e requisitar que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) acompanhem de perto a eleição em Coari.
Como recebeu a designação para conduzir a eleição suplementar em Coari?
Recebi com surpresa e reconhecimento ao meu trabalho. É uma eleição difícil e o Tribunal (Regional Eleitoral) tinha que confiar esse pleito a uma pessoa que eu imagino pudesse de alguma forma garantir a estabilidade das eleições.
O senhor não era obrigado a aceitar essa designação, assim como outros juízes também não aceitaram…
Não se foge de trabalho. Trabalho a gente não pode abrir mão. É uma situação delicada você ser designado para um trabalho e dizer que não vai aceitar. Lá é diferente. Não conheço ninguém. Não tenho envolvimento com ninguém. Estou muito à vontade. Sem problema nenhum para atuar lá. Não tenho ideia do que vou encontrar. O que eu sei é o seguinte: que pelo que se percebe, a sociedade está querendo realmente a realização de uma eleição transparente.
O senhor liberou seu telefone pessoal e o do cartório da cidade para fins de escutas, assim como requisitou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) que o processo eleitoral seja acompanhado por membros dessas instituições. Por quê tomou essas medidas? O senhor teme alguma coisa?
Todas essas medidas visam dar transparência ao processo eleitoral. Não temo nada. Justamente para evitar ilações sem fundamento fiz isso. Isso aí não foi uma atitude de receio, mas para dar transparência porque se alguém quiser, posteriormente desestabilizar o pleito apontando isso na Justiça, vai ver que está tudo de portas abertas. Juiz em processo eleitoral é coadjuvante. Os atores principais são os candidatos e a sociedade. A Justiça tem que ficar ali com a balança na mão e equilibrar o pleito.
O senhor está preocupado com a sua segurança na cidade ?
Não, mesmo tendo requisitado policiais federais para lá, estou tranquilo. Os agentes estão indo comigo para iniciar investigações, caso seja necessário.
O que o eleitor coariense pode esperar da atuação da Justiça Eleitoral do Amazonas nessa eleição ?
Transparência. Todas as minhas atitudes para esse pleito eleitoral estão baseadas na transparência e é o que eu mais quero.
Parabéns ao Juiz Eleitoral pela palavra transparência está inserido no discurso do Tribunal Eleitoral. É isso que pede da Justiça, é a tão sonhada tranparência.
E que o povo que sonha com uma Coari/AM melhor, procure também ser transparente, e ajude a Justiça Eleitoral na fiscalização do voto.
Vender ou comprar voto é crime e dá cadeia. Também vender ou comprar o título eleitoral é crime e dá cadeia.
E para ser mais transparente possível a Justiça Eleitora de Coari/AM, mesmo facultativo, precisa identificar o eleitor na hora de votar e exigir o acompanhamento de um documento com foto.
parabéns juiz flávio espero que o senhor solicite dos eleitores a identidade,pois segundo a voz popular o grupinho do ex-prefeito acusado de pedofilia ,já estão clonando título e cadastrando pessoas para ganharem 200 reais por mês.quem diz não sou eu e sim a voz popular.
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