Estado do Amazonas tem 6ª eleição mais disputada do País

Postado em 31/07/2010 por Equipe PCEasy NET

O Amazonas é o sexto Estado do Brasil e o segundo da Região Norte com o maior número de candidatos registrados por vaga nas eleições gerais deste ano, segundo o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – www.tse.gov.br. No dia 3 de outubro deste ano, os eleitores amazonenses vão eleger 24 deputados estaduais, oito deputados federais, dois senadores da República, o governador do Estado e o presidente da República.

Ao todo, o Amazonas terá de preencher 35 cargos dos poderes Legislativo e Executivo. Para essas vagas, o TSE registrou 474 candidatos, resultando em uma média de 13,5 pessoas por vaga. Deste número, 396 buscam uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), 63 concorrem a uma vaga na Câmara Federal, nove lutam por um assento no senado e seis querem a cadeira do governador.

Na Região Norte, a média de candidatos do Amazonas só ficou atrás do Estado de Roraima, que apresentou uma média de 13,9 pessoas por vaga nas eleições deste ano. No ranking nacional, o Estado amazonense ficou atrás do Paraná, de Roraima, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, que ficou em primeiro lugar em todo o País com uma procura de 28,3 candidatos por vaga.

Deputado

O cargo de deputado estadual ainda é o mais procurado em todo o Brasil por apresentar o maior número de vagas disponíveis. Nesse cargo, o Estado também ficou em sexto lugar no ranking nacional, com uma média de 16,5 pessoas para cada uma das 24 vagas. Na procura pelas oito vagas da Câmara Federal, o Amazonas apareceu em vigésimo segundo lugar, com uma média de 9,3 pessoas.

Para o cientista político José da Silva Cordeiro, o principal chamariz da carreira política no parlamento são os benefícios financeiros, como verbas indenizatória e de gabinete. “Não é só o salário que atrai os candidatos, mas principalmente a oportunidade de admitir funcionários para trabalhar com eles. Isso causa grande influência sobre as pessoa”.

A verba de gabinete de cada um dos 24 deputados da Assembleia é de R$ 45 mil por mês, além de terem direito ao chamado ‘cotão’ de R$ 22,800 mil, que é a unificação das cotas de transporte de R$ 12 mil, de comunicação de R$ 3,5 mil, verba indenizatória de R$ 11,2 mil, incluindo um adicional de R$ 3,8 mil. O deputado estadual ganha um salário mensal de R$ 12 mil e sua carga horária de trabalho é de menos de seis horas por dia, tempo que usado para as votações de projetos e no despacho de documentos no gabinete.

A carga horária de trabalho do deputado estadual é a mesma do deputado federal, que recebe R$ 16,512 mil por mês. Na Câmara Federal, o parlamentar tem ainda uma verba de gabinete de R$ 60 mil para pagar funcionários. Os deputados federais também têm direito ao ‘cotão’. Neste caso, o valor limite que pode ser gasto é de R$ 32,711 mil, nas despesas com passagens aéreas, locomoção, hospedagem, combustíveis, divulgação, consultoria, entre outros serviços.

Além das regalias financeiras, José Cordeiro disse, também, que o poder e a influência política dentro da sociedade atrai o interesse de aspirantes a deputado. “A maioria quer ser deputado para ser lembrado na sociedade, dificilmente se vê o interesse de ajudar o povo”, disse.

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