O prefeito de Iranduba, Nonato Lopes, disse que pretende deixar a prefeitura, no final do ano, sem nenhuma dívida. Fonte: D24AM. Foto: Raimundo Valentim

Impacto do salário mínimo provoca demissões no interior do Amazonas

Postado em 04/01/2012 por Equipe PCEasy NET

O impacto do reajuste do salário mínimo de R$ 545 para R$ 622 começou a provocar demissões em série no funcionalismo público no interior do Estado. Em Iranduba foram exonerados parte do secretariado e todos os funcionários comissionados e contratados. O mesmo aconteceu em Novo Airão, com exceção dos secretários municipais. O presidente da Associação Amazonense dos Municípios (AAM), Jair Souto, informou que mais demissões devem ocorrer nos primeiros dois meses deste ano. Segundo ele, em algumas cidades, o aumento do salário mínimo significará cerca de 15% a mais na folha de pagamento.

Jair Souto criticou o decreto do governo federal de elevação do salário mínimo que, segundo ele, não levou em conta as “dificuldades” e a “realidade” das cidades do interior. “As demissões vão ter de ocorrer porque o prefeito vai chegar no final do mês e não vai conseguir fechar suas contas. Para não entrar na mira do Ministério Público do Trabalho, vai ter de demitir”.

O prefeito de Iranduba, Nonato Lopes (PMDB), explicou que, além do aumento no salário mínimo, a cidade perdeu receita com a conclusão da Ponte Rio Negro, que gerava arrecadação do impostos Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) pelo fornecimento de material para a construção da obra e pelo fato de parte da ponte ter sido executada no munícipio. O prefeito não soube dizer qual o valor arrecado com os impostos. “Perdemos o ICMS e ISS no ano passado e este ano recebemos esta notícia de aumento de despesa. Não dava para manter os gastos que tínhamos”.

Nonato Lopes disse ainda que as demissões ocorreram para seguir medidas de contensão de despesa dos governos federal e estadual e para não deixar despesas pendentes para seu sucessor. “A Dilma fez uma contensão de despesas gigantesca e temos que economizar por causa disso. O Isper Abrahim deu uma entrevista dizendo que quer uma contensão de R$ 250 milhões”, disse.

Nonato disse que sobraram mil funcionários do quadro efetivo e que no decorrer da semana, seis secretários que serão recontratados vão realizar levantamento da quantidade mínima de funcionários necessária para os serviços da administração pública.

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