Passageiros dizem que a estrutura do aeroporto de Manaus é ultrapassada e que os lojistas praticam preços muito salgados

Postado em 24/05/2010 por Equipe PCEasy NET

Quem utiliza hoje o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, a principal porta de entrada do Amazonas, considera a sua estrutura completamente “ultrapassada”, observando o porte da cidade de Manaus, o crescimento do turismo de negócios e por se tratar de um terminal que recebe voos internacionais. A reforma ainda vai demorar para sair.

O projeto básico da primeira fase da ampliação do terminal de passageiros, orçado em R$ 326,4 milhões, segundo a assessoria de imprensa da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), continua em fase de elaboração. A previsão para início das obras permanece em fevereiro de 2011, apesar de o governo estadual pressionar pela antecipação desse prazo, uma vez que as obras só serão concluídas em fevereiro de 2014, no ano de realização da Copa do Mundo no Brasil. Além da questão estrutural, os usuários também reclamam dos preços dos produtos vendidos nas lojas e quiosques no saguão do aeroporto.

“O preço aqui é para turista e estrangeiro”, criticou o segurança Beto Lima. Para o empresário português Rui Conde, que mora em Manaus há quatro anos, deveria haver um equilíbrio. “É claro que em um aeroporto não é possível que o preço de um produto seja popular, mas tem que haver um equilíbrio. Um copo bem pequeno de sorvete a R$ 5 é um exagero para mim”, disse Conde, reforçando o argumento do segurança.

O que falta

O empresário Rui Conde considera o aeroporto de Manaus ultrapassado. “O aeroporto deveria trabalhar com dois pisos, uma para a entrada de passageiros, e outro para saída. Isso aumentaria o fluxo, melhoraria a movimentação das pessoas e ofereceria maior qualidade ao serviço de embarque e desembarque”, comentou.

O site da Infraero informa que o “Eduardo Gomes” possui dois terminais de passageiros – um para atender aeronaves de maior porte, que operam voos domésticos e internacionais; e outro para receber aviões de menor porte, utilizados em voos regionais.

No item serviços, o aeroporto também não escapa das críticas. A necessidade de um maior número de restaurantes e lanchonetes, inclusive oferecendo cardápio regionalizado, foi a mais citada entre as pessoas ouvidas por A CRÍTICA na semana passada. Há ainda uma carência de serviços para o usuário que fica aguardando a chegada de parentes e amigos no saguão.

“Para quem espera, não há conforto algum. É entediante aguardar um voo”, disseram a funcionária pública Juliana Abreu e o músico Demian Torres. Os entrevistados também disseram que, visualmente, o velho Eduardo Gomes precisa passar por uma reformulação. Algumas lojas não colaboram porque mantém uma estrutura antiga e mau cuidada, com paredes e balcões necessitando de pintura. Para completar, o turista estrangeiro terá dificuldade de se comunicar com vendedores de lojas e quiosques, pois muitos ainda não falam inglês, mesmo trabalhando em um aeroporto internacional. E o jeito é apelar para a “mímica”, de acordo com alguns vendedores.

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