TCU questiona utilização da Arena Amazônia

Postado em 25/08/2010 por Equipe PCEasy NET

Pelo menos quatro, dos 12 estádios a serem construídos ou reformados para a Copa de 2014, no Brasil, podem se transformar em “elefantes brancos”. A Arena Amazônia de Manaus, o Mané Garrincha, de Brasília, o Verdão de Cuiabá/MT e o Estádio das Dunas de Natal/RN são citados em relatório do Tribunal de Contas da União (TCU).

A informação foi postada no blog “Bola no Gol” do especialista em Gestão e Marketing no futebol, Fábio Souza. Os técnicos do TCU dizem que “esses locais, com pouca tradição no futebol”, dificilmente cobrirão os custos de manutenção depois da Copa.

As quatro obras serão bancadas com recursos estaduais. Somadas, chegam a R$ 1,94 bilhão. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode financiar até 75% desse valor, com juros abaixo do oferecido ao mercado, através da linha PróCopa Arenas, lançada em 2009.

“Em quatro cidades-sede observa-se que o risco da rentabilidade gerada pela arena não cobrir seus custos de manutenção é grande, tendo em vista o indicativo de que o faturamento seria insuficiente para propiciar adequado retorno ao investimento projetado, principalmente por serem locais com pouca tradição no futebol”, diz trecho do documento.

Manaus no grupo de risco

Para identificar o risco da construção de elefantes brancos, o TCU dividiu as sedes em três grupos. No primeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio e São Paulo, com público pagante e valor de ingresso altos, estão fora do grupo de risco. Também o grupo intermediário, com Curitiba, Fortaleza, Recife e Salvador tem chance de recuperar o investimento.

Segundo o tribunal, somente o grupo três, formado por Brasília, Cuiabá, Manaus e Natal corre o risco de construir elefantes brancos. Estas cidades recebem uma média de 800 a quatro mil pagantes por jogo, com ingressos em torno de R$ 4 a R$ 13. Para a Copa, construirão estádios com mais de 40 mil assentos. “Observa-se, portanto, que o risco associado à construção de ‘elefantes brancos’, nas quatro cidades do Grupo 3, pode ser considerado alto”, diz o relatório do TCU.

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