Transição em Coari está inviabilizada, diz Mitouso

Postado em 11/10/2009 por Edson

mitouso1Arnaldo Mitouso tomará posse no dia 17 próximo, sem ter acesso aos dados da prefeitura

A menos de uma semana para a posse, o prefeito eleito de Coari Arnaldo Mitouso (PMN), desconhece qual é a real situação das finanças da prefeitura. O trabalho da comissão de transição está engessado diante das divergências entre os dois  grupos, o que está deixando o poder e o que vai assumir.

Os 67.055 moradores da cidade que tem a Prefeitura mais rica do interior do Amazonas continuam aguardam que o município volte à normalidade. São anos  seguidos vivendo sob um “caldeirão de escândalos” que vão desde a suposta prática de crimes de pedofilia, malversação do dinheiro público e crime eleitoral, este último acabou resultando na cassação do prefeito eleito em 2008, Rodrigo Alves da Costa (PP), do vice-prefeito Leondino Menezes e outros dois vereadores, Adão da Silva (PP) e José Henrique (PMDB) e do ex-vereador Raimundo Torres.

Com as contas da prefeitura bloqueadas judicialmente e o Poder Legislativo sem receber os repasses financeiros do Executivo, o funcionalismo público é quem mais padece sem os recursos e o agravamento dos problemas em “efeito cascata”. Lixo nas ruas, paralisação de alguns serviços médicos, suspensão do ano letivo na zona rural e invasão de terras públicas são apenas parte dos problemas que ainda afetam a cidade.

Mitouso reconhece que a responsabilidade de colocar a casa em ordem é grande e se complicou ainda mais porque o processo de transição entre a administração que sai, do prefeito Emídio Rodrigues e a que entra, ficou inviabilizado. “Vou assumir essa prefeitura no escuro”, observou ele na sexta-feira (9).

O juiz eleitoral Flávio Henrique de Freitas preocupado com a situação de instabilidade administrativa e financeira da cidade “deu uma mãozinha” a Mitouso e antecipou a diplomação do prefeito eleito, numa decisão amparada legalmente, mas a Câmara Municipal, composta por vereadores aliados ao grupo do ex-prefeito Adail Pinheiro e do prefeito cassado Rodrigo Alves, não permite que o prefeito eleito assuma o comando da cidade, antes do prazo estabelecido pela resolução que oficializou a eleição suplementar no município.

“Tentei de todas as formas mostrar aos vereadores que a cidade está prejudicada, mas eles preferem aguardar até o dia 17 de outubro”, lamentou Mitouso.

Fonte: A Crítica

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